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Copel investe R$ 311 milhões na rede elétrica do Oeste do Paraná

A Copel programou R$ 311,8 milhões em investimentos na rede elétrica do Oeste do Paraná em 2026.

O pacote inclui expansão e manutenção da infraestrutura, instalação de novos alimentadores, automação da rede, manejo da vegetação e reforço das equipes responsáveis pelo fornecimento de energia na região.

Entre as principais intervenções previstas estão 621 quilômetros de novas redes e 22 novos alimentadores.

As obras atendem municípios que registram expansão urbana, industrial e agropecuária e, consequentemente, aumento da demanda por eletricidade.

A região já conta com aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes trifásicas distribuídas por 60 municípios.

Somente na área rural de Cascavel, são 371 quilômetros.

Segundo a Copel, a modernização busca acompanhar principalmente o aumento do consumo relacionado ao agronegócio, setor que depende de energia para equipamentos de climatização, ventilação, alimentação, motores e sistemas automatizados.

Os alimentadores são circuitos que conectam as subestações aos consumidores e permitem ampliar a capacidade de distribuição de energia.

Também podem criar rotas alternativas para o fornecimento em situações de manutenção ou falhas em determinados trechos da rede.

Dos 84 novos alimentadores previstos no Paraná para 2026, 22 deverão entrar em operação no Oeste.

Em todo o Estado, o investimento nesses equipamentos é de R$ 156 milhões, com capacidade projetada para atender mais de 330 mil consumidores.

Dois dos novos alimentadores do Oeste fazem parte de um investimento superior a R$ 22 milhões.

Um deles terá aproximadamente 50 quilômetros e deverá atender comunidades rurais de Palotina, Assis Chateaubriand e Maripá.

Outro, com 35 quilômetros entre Palotina e Nova Santa Rosa, já entrou em operação.

Segundo a Copel, aproximadamente R$ 8,8 milhões foram aplicados nessa segunda estrutura.

Além dos alimentadores, estão previstos 3.545 quilômetros de novas redes de média tensão em todo o Paraná, considerando novos circuitos, novas ligações e substituição de estruturas antigas.

A Copel também prevê ações para reduzir interrupções causadas pela vegetação.

Dados apresentados pela distribuidora apontam que cerca de 40% dos desligamentos estão relacionados ao contato de árvores e outros tipos de vegetação com a rede elétrica.

Cascavel e Toledo estão entre as cidades do Oeste incluídas nas ações de manejo previstas pela companhia.

Outra frente é a instalação de equipamentos que automatizam a operação da rede.

A Copel possui cerca de 25 mil religadores automáticos, considerando os modelos monofásicos e trifásicos, e prevê mais 1.032 instalações em 2026.

Esses equipamentos conseguem identificar determinadas falhas e executar manobras que isolam o trecho afetado, reduzindo a quantidade de consumidores atingidos ou o tempo de interrupção.

Segundo a companhia, aproximadamente 65% dos clientes já podem ser beneficiados pela transferência automática de carga em determinadas ocorrências.

Também estão previstos 363 novos bancos de reguladores de tensão no Paraná, dos quais 121 serão instalados no Oeste.

O investimento estadual nessa frente é de R$ 12 milhões.

O pacote regional faz parte de um plano mais amplo de investimentos da Copel Distribuição.

Para o período entre 2026 e 2030, a companhia prevê R$ 13,5 bilhões destinados à distribuição de energia no Paraná.

Desse montante, R$ 2 bilhões estão programados para 2026.

O planejamento também prevê, nos próximos cinco anos, 50 novas subestações no Estado, ampliação de outras 88 unidades, modernização de 30 e implantação de 1.200 quilômetros de novas linhas de 138 kV.

No Oeste, o reforço operacional inclui bases em Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Medianeira.

A Copel informou ainda que ampliou o uso de conexão via satélite entre o centro de operações e equipes que trabalham em regiões onde a cobertura convencional de comunicação é limitada.

A companhia também planeja testar cinco instalações-piloto de baterias para armazenamento de energia.

A tecnologia ainda está em fase experimental e os resultados deverão orientar uma eventual aplicação futura, inclusive no atendimento a produtores rurais.

Segundo a Copel, os investimentos buscam preparar a rede para o crescimento do consumo e aumentar a capacidade de resposta diante de falhas e eventos climáticos.

(Rádio Educadora/Com Inf. Assessoria)

Por | Postado em: 06/10/2026 - 10:05
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