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Direitos alfandegários do Mercosul podem ser revistos: Proposta foi sugerida pelo deputado Sergio Souza

A Mesa da Câmara Federal acatou a indicação proposta pelo deputado Sergio Souza (PMDB-PR) que sugere a revisão de acordos alfandegários entre os países membros do Mercosul em relação ao leite, arroz, trigo e maçã.

O expediente foi encaminhado aos Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura para analisar e adotar a medida sugerida, qual seja pôr fim aos prejuízos sofridos pelo setor agropecuário com a importação desses produtos.

A ideia do deputado Sergio Souza é eliminar temporariamente direitos alfandegários na importação e circulação desses produtos, comercializados no âmbito do Mercosul.

“É público e notório que a importação desses alimentos trazem sérios prejuízos, uma vez que essas mercadorias apresentam custos de produção mais elevados internamente quando comparados a parceiros da Argentina, Uruguai e Paraguai. Defendemos a integração em que todos saiam ganhando e não essa atual, em que uns ganham e outros perdem”, ressaltou. 

Segundo o deputado, tal situação decorre de assimetrias de políticas tributárias, trabalhistas, ambientais, cambiais e monetárias, bem mais favorecidas naqueles países, o que provoca concorrência desleal no mercado.

Eles compram implementos agrícolas, defensivos, fertilizantes a preços mais vantajosos do que os praticados por aqui.

Por isso, o deputado sugere que medidas de exceção sejam aplicadas até que se redefinam as políticas públicas para neutralizar as assimetrias nos custos internos de produção.

Para o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, deputado Sérgio Souza,  os desequilíbrios de mercado podem ser resolvidos com a adoção de políticas que tragam isonomia entre os países do Mercosul.

“Isso reduzirá as disparidades que hoje observamos entre as nações desse mercado comum, situação em que as indústrias e intermediários se aproveitam para impor preços aviltantes aos produtores nacionais, o que é inadmissível”, enfatizou.

Para o parlamentar paranaense, é preciso nesse cenário prevalecer o princípio da isonomia: “Afinal, o processo de integração econômica e social entre os países do Mercosul não deve favorecer uns em prejuízo de outros parceiros, e o que observamos neste momento é muita desigualdade, muita dessemelhança nessa relação comercial.

Não queremos um Mercosul enfraquecido.

Ao contrário, queremos um mercado comum fortalecido”, enfatiza o parlamentar.

 

(Rádio Educadora/Assessoria)

Por | Postado em: 07/02/2018 - 08:51
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